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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Relações versão 2015

Como deveriam ser as relações conjugais?
 Idealmente seriam sempre baseadas no amor, no companheirismo, na distribuição de tarefas domésticas, responsabilidades económicas, responsabilidades paternais e confiança.
Talvez isto defina bem uma relação idealizada por muitos. para não dizer a maioria.
Para muitos é sinonimo da relação modelo.
Eu sou sempre tentado a acrescentar mais alguns condimentos......
Como seria de esperar...... coisas relacionadas com factores sexuais!
Sem abrir mão de nenhum dos items anteriores, a relação ideal teria provocação, teria confidências, teria individualismo, teria secretismo, teria perversão, teria ousadia, teria desejo e tesão.
Não teria tabus, não teria limites impostos, não teria receios de falar, não teria medos de experimentar, não teria o "politicamente correcto" nem teria entraves ao que se deseja fazer.
"Muito à frente", pensarão alguns de vocês!
"Muito por trás também", digo eu!
Aqui sou quem quero, aqui sou quem penso, aqui sou quem desejo ser e aqui sou EU!
Uma vontade louca de fazer, uma vontade louca de imaginar, uma vontade enorme de realizar, uma vontade enorme de gritar e uma vontade gigante de fazer acontecer.
Somos o que somos e não o que querem que sejamos.
Não sou mais nem menos que ninguém e os outros são como são.
Sou tudo o que vivi e tudo aquilo que quero viver!
Não sou um "molde" nem quero moldar ninguém.
Quero genuinidade, quero ousadia, quero asas para voar e motivos para voltar.
Quero proporcionar e ser proporcionado.
Quero iniciativa e quero ser surpreendido.
Quero surpreender e ser apreciado por isso.
No fundo quero...... tudo o que me é possível, porque sim! E basta!
O céu como limite é coisa anterior à exploração espacial!
Os limites são terrenos, os prazeres carnais e os orgasmos urgências!
Feliz 2015!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Eu, ele e ela

Na minha melhor fantasia sobre o assunto, existiria imenso desejo, muita sedução e muito prazer....
O encontro seria combinado ao detalhe, o cenário devidamente escolhido e os limites bem esclarecidos previamente.....
Imaginava que ela começaria com ele, que os dois se entregariam ao desejo um do outro enquanto eu os observava e que a certa altura ele lhe diria que me queria observar com ela ou que ela me chamaria para participar....
Eu seria um elemento extra no jogo de prazer deles. Estaria à disposição para proporcionar o que desejavam...
Na realidade...... foi bem diferente.....
Não existiram detalhes combinados......aconteceu quando menos esperava e no momento mais improvável.....
O cenário foi o que estava à disposição no momento e pareceu o mais indicado....
Os limites não foram falados e muito menos esclarecidos....
Ela assumiu as rédeas desde o início..... de forma imprevisível para mim mas certamente sem surpresa para ele....
Chamou a ela a iniciativa fazendo dele o seu tudo e de mim parte do todo.....
Nem por um momento tive tempo, ou vontade, de pensar em algo diferente de sentir prazer e de.... dar prazer.....
A certo momento senti até que os dois conjugavam esforços para que a situação ficasse bem vincada na minha mente, para que fosse inesquecível, arrebatador e fantástico....
O à vontade dele perante o desejo dela e o prazer que sentia entregue aos dois era perturbadoramente invejado por mim...... fascinava-me verificar que é possível amar alguém, desfrutar de permitir prazer com mais alguém e ainda retirar prazer por assistir e participar em tais loucuras.....
Alguma apreensão e tensão inicial da minha parte transformou-se rapidamente em volúpia e tesão permanente. Aproveitava cada gesto, cada acção e cada movimento ao máximo e sentia-me cada vez mais parte do todo.... e que todo!
Por diversas vezes tive de conter o meu orgasmo.... por diversas vezes contemplei o cenário, as expressões e sensações de prazer dela, o controlo dele de toda a situação, querendo proporcionar-lhe algo único e porque não...... por diversas vezes julguei tratar-se de um sonho fantástico.....
Tive oportunidade de assistir aqueles dois entregues a si mesmos, enquanto ele a penetrava numa posição que eles tão bem conhecem e que a ambos agrada e posso dizer que foi algo de extraordinário estar ali.... ao lado, a tocar-me e a contemplar tamanho desejo e prazer.....
Não existia limites para o que se queria.... apenas se queria retirar todo o prazer e tesão possivel de tudo aquilo...... brutal é escasso para catalogar.....
Pormenores só me fariam correr o risco de não ser preciso, de não conseguir transmitir tudo aquilo...
Senti-me imponente sem o ser, senti-me desejado ao desejar, senti-me agradecido sem agradecer e senti-me um privilegiado por fazer parte daquele mundo só deles, em que a vontade de proporcionar prazer ao outro impera entre eles e os limites são escritos a cada momento, a cada segundo, a cada toque e a cada investida.
Os sons, os gemidos, as respirações, o calor e as explosões de prazer de cada um de nós ficarão para sempre bem guardados no meu corpo e mente, num local de acesso individual, acessível apenas a mim, para meu deleite e auto satisfação.....
Nunca pensei que uma mulher pudesse tratar tão bem dois homens, de forma a que parecesse que sempre foi natural e nunca pensei que dois homens pudessem encarregar-se tão bem de uma mulher, de forma a que parecesse tão perfeito.....
Eu, ele e ela ou será eles e eu?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Voyeur

Creio que todos nós temos esta característica.
Uns mais acentuada que outros, como seria expectável.
Existirão também alguns que nunca descobriram este lado "visual".
Se a ausência de estimulo visual pode levar ao estimular acrescido de outros sentidos, o presenciar de situações "in loco" é quase uma sobrecarga sensorial da visão.
Todos nós já assistimos a variadas cenas em filmes, sejam eles de conteúdo romântico, erótico ou mais pornográfico. Todos nos identificamos mais ou menos com determinadas situações, locais, intervenientes ou cenários. E certamente já desejamos estar presentes, fosse como participantes, quer como observadores.
Talvez a maioria das pessoas já tenha passado por um automóvel estacionado, à noite, em um local reconhecidamente associado a "namoros" e não tenha evitado olhar, na tentativa de "confirmar" o que o casal estaria a fazer.
Talvez ao passar numa rua mais escura, tenham reparado num casal de namorados num recanto e não tenham evitado "escrutinar" o que estariam a fazer.
Talvez num qualquer local de férias, num normal passeio pela praia, de dia ou à noite, tenham reparado num casal mais isolado e não tenham evitado olhar discretamente.
A pergunta que faço é: e se tivessem a certeza que ninguém sabia que vocês estavam a olhar? Como se estivessem por detrás de um daqueles vidros que não permitem saber quem lá está? Ou se assistissem, através de uma qualquer câmara de vigilância  no conforto do anonimato?
O facto de ninguém saber que vocês observam não tornaria tudo mais fácil e menos "vergonhoso" para que o pudessem fazer?

Imaginem então outro tipo de situação....... algo do tipo em que estão com o vosso ou a vossa parceira e têm diante de vocês duas ou mais pessoas entregues a práticas de prazer e volúpia, que sabem que vocês os observam e não só estão confortáveis com isso como ainda retiram prazer de saber que estão a proporcionar prazer?
E se ainda assim vocês não se sentiam completamente confortáveis, que podiam estar por detrás de máscaras que não permitissem reconhecer-vos? Mudaria algo? Já pensaram nisso? Já fizeram isso? Nunca desejaram isso? Nunca fantasiaram com isso?
Que efeitos isso nos provocaria? Que efeitos isso provocaria ao parceiro(a)? Teriam vontade de se entregar a toques, caricias, comentários mais ousados ou algo mais? Desejariam ser assistidos também? Desejariam estar no lugar de quem estavam a observar?
Somos visuais por natureza, os olhos também comem e temos apetites visuais!
Porquê fechar os olhos para "ver", quando o que está à nossa frente pode e merece ser visto e apreciado?
Conseguem visualizar?????