Site Meter

domingo, 23 de outubro de 2011

Cinema II


As pipocas já custavam a atravessar a garganta, mesmo empurradas pelo líquido....
Já não prestava atenção nenhuma ao filme e a julgar pela quantidade de vezes que os nossos olhares davam um com o outro, ela também não.
De repente, ela pura e simplesmente, levanta-se, toma o lugar ao lado do meu, sem dizer uma única palavra.
Acomoda-se, volta a cruzar as pernas, desta vez fazendo subir ainda mais a saia e ali ficou, impávida e serena, pelo menos assim parecia em contraste com o que eu sentia e pensava. Eu já não sabia como me comportar.... se dizia algo, se continuava a olhar descaradamente para aquele pedaço de mulher e de tesão, se pensava se aquilo não seria algum apanhado da tv.....
E foi quando senti um  toque no meu braço, que estremeci. O braço dela pousava no mesmo encosto de cadeira e mesmo sabendo que me tocava ali estava o braço dela. Estava a ser difícil, muito difícil de controlar....ela estava claramente a provocar-me, a testar-me, a insinuar-se e tudo aquilo fazia com que eu senti-se o meu pau a latejar, pulsando, querendo sair da prisão em que se encontrava.
Ela já não olhava para mim, simplesmente observava o filme e fazia ligeiros movimentos com o seu braço, quase que roçando no meu, que propositadamente não havia retirado do lugar.
Nesse momento, colocou a sua mão contrária à do encosto, entre as suas pernas cruzadas e fê-lo de uma forma tão lenta, tão sensual que eu estava a alucinar. A sua saia subida era já do tamanho de uma micro saia e portanto era impossível não saber onde tinha colocado a sua mão. Percebia uns ligeiros movimentos mas foi quando comecei a ouvir uns sons, muito baixos, quase imperceptiveis apesar de ela estar mesmo ao meu lado, que tive a certeza que se estava a tocar.... e a gemer muito baixinho. Inaudível para os demais mas perfeitamente audível para mim e ela sabia disso.
Não sabia se devia fazer algo ou simplesmente deixar ver no que dava, se entrava no jogo ou se não ia a jogo.
Foi quando senti a mão dela apertar suavemente a minha perna......

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cinema

Bilhete comprado.
O filme, o mais interessante de todos, pelo menos, a julgar pela sinopse.
O horário pouco convidativo a grandes afluências, para não dizer quase ninguém....
Umas pipocas e uma bebida faz parte do ritual e sempre ajudava  a entreter e a disfarçar algum nervosismo.
A entrada na sala praticamente deserta, foi feita com a maior das calmas, indagando o melhor local, o mais calmo, o mais tranquilo, o mais discreto possível. Normalmente é a última fila e assim foi.
Escolhi o lugar mais central da fila e ali me acomodei, olhando ao redor, verificando que estava naquela vasta sala, na quase mais completa solidão, enquanto no ecrã ia passando publicidade trivial.
Passado uns cinco longos minutos, um casal de namorados, pelo menos assim parecia, foram subindo as escadas, procurando nervosamente um local, diria mesmo que procurando um local propicio a algumas aventuras e fantasias, ou somente um local onde pudessem namorar um pouco, uma vez que dificilmente o filme seria convidativo. Foram sentar-se duas filas antes da última fila, também em posição central, não ficando sequer à vista os vultos das suas cabeças, desde lugar onde me encontrava.
Mais cinco minutos e vejo uma figura feminina a entrar na sala.
Vasculha a sala com o olhar, começa a dirigir-se para o topo da sala, lenta e vagarosamente.
Estava vestida de forma formal, diria mesmo do tipo executiva, de saia e casaco curto, sapato de tacão alto, que faziam realçar umas pernas bem feitas e elegantes. Cabelo solto e um decote generoso, uma figura que transmitia segurança, atitude e sex-appeal.
Não conseguia tirar os olhos daquela figura cativante e só me dei conta que se dirigia para junto de mim quase nos últimos instantes. Sentou-se com apenas uma cadeira de intervalo entre nós. Estranhei mas concluí que talvez gosta-se de, tal como eu, ver o filme do alto e de posição central.
Não consegui disfarçar alguns olhares que a olhavam de baixo a cima, às vezes descaradamente, tal me tinha cativado a figura e a proximidade. Por vezes percebia que também ela me olhava mas evitava cruzar o seu olhar com o meu.
Pouco depois, começaram as apresentações dos filmes a estrear e as luzes apagaram-se. Em certas cenas, a claridade do filme deixava perceber que tinha cruzado as pernas, tornando aquela figura ainda mais interessante. A visão das suas pernas cruzadas, a saia subida com uma racha lateral a proporcionar uma visão cada vez mais estimulante, não me permitiam deixar de grudar naquela mulher. Nessa altura era impossível ela não ter percebido que a olhava, que a analisava, que a contemplava.
Eu estava inquieto na cadeira, não sabia que posição adoptar. Não queria dar demasiado nas vistas mas estava a ser impossível. Aquele ambiente estava a deixar-me excitado, já tinha pensado num milhão de coisas mas achei por bem tentar concentrar-me um pouco mais no filme.
Pelo canto do olho reparei que ela se tinha inclinado para o lado oposto ao meu, parecendo mexer na carteira que se encontrava na cadeira o seu lado. Foi nessa altura que a saia subiu ainda mais e pude ver que tinha umas meias de ligas, agora completamente à mostra, com a respectiva fita a segurar a meia e mostrando parte da sua coxa desnuda.....que visão.....!
Imediatamente não associei mas rapidamente depois, achei tudo aquilo, no mínimo falta de cuidado da parte dela e comecei a pensar se não estaria a fazer de propósito, para me provocar......
Voltou à posição inicial, mas agora tinha colocado uns óculos que ainda a faziam parecer mais uma executiva, ao nível das fantasias mais tórridas que um homem pode ter quando pensa em sexo com uma mulher assim.....